Em outro país.
Um jornal novo.
Então ele poderá apenas ter notícias novas.
Jornal de novidades!
Não novidades forjadas!
Não essa palhaçada que fazem aqui, me desculpe os palhaços!
Não quis ofendê-los.
Bem, o que fazem é apenas imitar ao contrário.
Aplicando as idéias desse país longínquo, demoraria a aparecer algo.
Eu ocuparia meu tempo comprando e lendo um jornal em branco.
Teríamos que comprar todos os dias! Um Jornal inteiro branco.
E enfim depois de semanas, ou meses, uma notícia!
Nova!
Então todos discutiriam! Todos ficariam loucos com as novidades!
Nada de espremer e sair sangue!
Nada de carros novos e usados.
Nada desse campeonato que se repete todos os anos,
nada de obituário, nada de fofocas, signos, tirinhas repetidas.
O vazio é a grande novidade, e o cansaço de ter que entender tantas coisas
Ter que se proteger de pandemias terroristas inventadas por cientistas e usadas
por jornaleiros para vender mais e mais e mais e mais e-mail´s reclamando!
E o carro novo? Longe daqui! Desde quando isso é novidade, é variação sobre o mesmíssimo tema.
A ciência, não que ele queira ser novidade, mas o jornal que temos...
Informar, o jornal não poderá querer informar, não nesse jornal.
Ele vai querer outra coisa, coisa que não sei!
Coisa que quero, coisa que você deseja de um jornal.
Depois de ler o jornal continuará a ser novidade,
não mais servirá para urinarem cães e passarinhos.
Os passarinhos que urinam e defecam pelo mesmo canal.
Assim como o antigo jornal!
Ah já pessaram nisso, um jornal novo, que virá com lápis de cor
e você colorirá!
Colorirá! Quem sabe você não aprende uma canção. Uma dança!
Colorirá sua vida, sua manhã, diariamente.
Como uma massagem feita por alguém que te ama.
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