Não sou pianista nessa orquestra,
que me toca e toca o som do mundo
Os mortos estão entre nós nesse boing
Faça de tudo para fazer de tudo
Atendo o celular com esperanças de que dêem certo
Notícias boas pela internet
Uma lua me chega
Vida que me chama em segredo
Carrego no olhar o seu
Olhar e não ver é resumo da tristesa
Sobremesa
Clareza
Brinco demais de cansar e espero não mudar minha fonte
Ninguém espera nada de mim
Mão nas mãos que levo
Ao mesmo tempo em que caio no inverno dos meus pensamentos
Jogam ao meu lado para que o tempo passe
Porque não conseguimos sempre pintar nosso quadro
A vida é aquarela
Somente agora aprendi a segurar o pincél
Quem me ensinou foi quem neguei com ardor
Sou liberto de mim
Isso é liberdade
Ainda que tártara
A vida não gira
O peão gira em torno de vocês
A vida vai dançando girando e reto e torto e de todo jeito que der.
Quantos distúrbios peço aos Deuses?
Primeiro não acreditar em Deuses
Com foça de fé
Quantos amores vivi?
Segundo acreditar em mim
Com confiança o suficiente para viver o amor
Qual é meu nome e porque o mundo é meu hoje?
Carrego a verdade nas palavras que digo
Aonde vai a garra?
nos sons
Quais perguntas você responde?
Procura as respostas no meu vocabulário
Toda pergunta é tola?
Sim.
Respostas simples simplificam?
Não.
Não?
Quanto mais reduz mais complica, a pergunta não descansa enquanto não encontra a resposta.
Mesmo que ela seja falsa e não fiel?
Mesmo que me traia com todos os homens e mulheres que existem.
Onde leva seus pés?
Aonde a soma dos pés dos outros forem direcionadas.
Fecha?
Por favor!
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