2009-07-14

No papel

Eu preciso escrever!
A necessidade é fisiológica,
(não tão lógica) física,
São as borbulhas do sangue
Aquilo que move o mundo
Vocês que se cuidem, cuidem-se

Eu espero, pode deixar
Pode ir
Eu fico aqui olhando o tempo
Eu espero porque não quero ser fútil
Eu espero pois amo de verdade

Errei de propósito, mogoei sem querer
É que fui criado para ser bruto
E contra minha educação lutei

Se o papel prendesse o que estou sentindo
Essa saudade vai longe.
E passou um dia apenas, passou uma noite.
Se me seguro, não adormeço
Se me solto viro ao avesso.

Desenho seu nome em um papel
Um nome muito repetido em cordel
Nome de praia, língua de mel

Acho que estou renascendo
Trabalho para passarem horas
Ocupo minha mente com outra vontade
Na noite em que para o vento
Só resta em mim a saudade.

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