cantar é ouvir o que as orelhas surdas ignoram dentro
da concha acústica de lesmar marrons
subindo paredes e tentando encostar no
ouvido da moça cheia de si que encontrou
médicos enterrados na mercearia da esquina
de repente nada acontece e inesperadamente
tudo permanece como estava
cada descuido desses é um risco de inércia
que sendo movimento, é inseguro em tempos de
cobra verde e dengue. água parada não
para em pé e nem corre deitada
minhoca mergulha protegida no
anzol. faz tempo que não faço bico
e nem choro pra mamar. ando
com minha espada na mão e a
areia da praia brilha meus pés.
olhei para dentro é escuro mas não é oco
toco de tronco podre. tem chocalho e reco
pau. dia-a-dia adia compromissos
dia-a-dia adianta a janta
dia-a-dia diamante amante em
Diamantina! acho que estraguei amor
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